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HISTÓRIA DO DISPENSÁRIO SANTANA
O Primeiro Registro
O primeiro registro sobre o Dispensário acha-se anotado no livro I do Tombo da Paróquia da Catedral de Sant'Ana. Seu idealizador, monsenhor Amílcar Marques de Oliveira, nono pároco de Sant'Ana, registra "que resolvera juntar um grupo de senhoras, para recolher donativos a fim de distribuir à velhice e aos "pobres envergonhados". Era o ano de 1945.
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Inicio das Obras do Dispensário |
A esse primeiro relato acrescenta-se o recolhido na memória dos paroquianos de monsenhor Amílcar. Conta-se que certo dia ele chegou à Matriz, e, na capela do sacrário, perguntou às pessoas ali reunidas, quem gostaria de ajudá-lo em um trabalho de arrecadação de alimentos e roupas, para doar aos pobres, sobretudo aos pobres envergonhados, que, explicava, eram destinados aos que tinham vergonha de pedir. Todos ficaram quietos, até que uma senhora, menos tímida, levantou a mão, foi o bastante para que outras a seguissem. Daí em diante começou-se o trabalho de angariar os víveres e as roupas. O grupo foi denominado de Dispensário Santana.
Mudança de Liderança
Pouco tempo depois monsenhor Amílcar se despediria da cidade, encerrando o seu paroquiato em 1946. Passou o trabalho que iniciara às mãos do zeloso capelão do Asilo Nossa Senhora de Lourdes, monsenhor Mário Pessoa Bahiense da Silva, que por aqui já se encontrava desde 1920. O grupo inicialmente constituído trabalhou anonimamente por mais de 30 anos, ininterruptamente, liderados por muitas senhoras, dentre as quais D.Germana Pinto (Tia Maninha), D. Regina Vital e D. Germínia Carvalho Silva.
Entretanto, o grupo não se renovou, não tinham sede e as reuniões aconteciam nas casas dos respectivos membros. O ponto de distribuição dos alimentos e das roupas recolhidos era o Asilo Nossa Senhora de Lourdes.
Essa falta de renovação do grupo de abnegados levou o monsenhor Mário no final da vida, 1979, a entristecer-se, profundamente, ante a perspectiva da sua dissolução, uma vez que D. Germana Pinto, a líder do grupo, já idosa, encontrava-se recolhida ao leito. O projeto que era "a menina dos olhos" do monsenhor Mário Pessoa e todo ideal de vida de monsenhor Amílcar, não poderia acabar desta forma.
Foi nesse estado de tristeza que o encontrou a Irmã Rosa Aparecida. Ela promete ajudá-lo.
Grupo Atual
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Faxada do Dispensário Santana |
Em pouco tempo a Irmã Rosa foi completamente envolvida, e, com um grupo de alunas do Ginásio Padre Ovídio, e suas respectivas mães, tranqüiliza os últimos dias de D. Germana e de monsenhor Mário, pois, além de continuar a obra, estaria iniciando o que viria a ser uma das maiores realizações de Feira de Santana: o novo Dispensário Santana.
Assim, em 1979, surge o novo grupo, liderado por Irmã Rosa Aparecida, da Congregação do Santíssimo Sacramento, professora no Asilo Nossa Senhora de Lourdes, que assume a história do Dispensário, idealizando novas propostas, e investindo nos desafios de uma linha de ação mais ampla.
A pedra fundamental é colocada em 27 de maio de 1979, num terreno, maior do que o inicialmente comprado por monsenhor Amílcar, e doado pela Diocese. Esse lugar no Jardim Acácia logo se constituiria em local de bênção e de encontro do Deus Providente com o coração carente.
Muito se trabalhou para a construção do Dispensário. Muitas campanhas e buscas de doações foram realizadas, sem que nunca o desalento, o medo, se fizessem presentes, tudo por se acreditar que a promessa do amor de Deus, ali, era presença constante, ao lado da grande esperança e da profecia de monsenhor Mário Pessoa, revelada nos seus últimos dias de vida terrena: "Deus quer e o povo da Feira é bom".
Finalmente, em 25 de fevereiro de 1983, as Irmãs Sacramentinas, da Congregação do Santíssimo Sacramento, tendo como superiora geral da congregação Mére Marie Marguerite e superiora regional Mére Marie Blanche, estabelecem no Dispensário mais uma de suas residências. Com a divisa do seu lema "Hóstia pro Hóstia". Jesus Eucaristia, é, desta forma, a força na vida de cada uma dessas Irmãs, que, na doação, na imolação e na irradiação de suas vidas, procuram, no dia-a-dia, atualizar o conteúdo do projeto apostólico do seu fundador, o Padre Pierre Vigne. E em 29 de maio de 1983 era entregue à Comunidade a primeira etapa do Dispensário.
O Dispensário é hoje uma obra complexa de assistência aberta a todos os níveis de pessoas carentes. Desta forma torna-se visível a presença do Senhor da Vida, que convida a cantar, como Maria, o gesto da partilha, da alegria de dar, da generosidade do servir, através do Magnificat do Dispensário Santana. |
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